16/02/2019

DIY - PHOTO BOX ♥

Olá meus amores, tutupom? Então, hoje venho depois de mil anos trazer um diy para vocês muito fofo na qual você pode presentear quem quiser. E, nada melhor do que presentear alguém que a gente ama com um presente criativo feito por nós mesmos, né? Eu amo trabalhos manuais, sempre me dá tique e estou sempre querendo fazer alguma coisa. Essa ideia de presente é bem legal e você pode presentear a quem você quiser: pai, mãe, avó(ô), amigo(a), namorado(a), noivo(a), esposo(a), enfim, é uma dica super fácil, barata (você pode adaptar o presente as suas condições financeiras) e criativa. Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa! ♥

Você vai precisar de:

- Uma cartolina gache da cor de sua preferência
- Cartolina colorida, papel color set ou emborrachado (fica da sua preferência)
- Tesoura
- Cola
- Régua
- Lápis
- Cartolina Branca, papel color set, papel ofício ou a própria cartolina colorida (também da sua preferência, para colocar as fotos)
- Pedrinhas,Fitas adesivas coloridas, pérolas (ou o que preferir para decorar)
- Fotos no tamanho 6x6

Vamos ao passo a passo! ♥


Então, o primeiro passo é pegar a sua cartolina guache e fazer as medições de 8 cm para o tamanho da caixa, ou seja, o fundo dela (o meio) e fazer as marcações laterais de 6 cm (ou seja, será a altura da nossa caixa), como mostra a imagem abaixo. No total, ela terá 8 cm de largura e 6 cm de altura, certo? Sigam o passo a passo da imagem que vai dar certo! 

Abram a imagem!

O segundo passo é simples, você vai recortar o nosso molde e fazer os seguintes vincos (como mostra a imagem):


Perceba que a marcação do lado da cruz que se forma o molde é recortado para o nosso próximo passo. Então, para a colagem da nossa caixa você vai precisar fazer todos os vincos e em seguida, colar as abas laterais na marcação oposta para montar a caixinha. Feito isso, você vai perceber que sobrarão as quatro pontas que duplicamos, essas pontas serão responsáveis para o acabamento final da caixa, como mostra a imagem abaixo: 


Perceba que coloquei as quatro abas que sobraram para dentro, para esconder a cor de papelão da cartolina guache. O mesmo procedimento para a montagem da caixa será feita com a tampa, a diferença é que você irá marcar um quadrado de 8,5 cm x 8,5 cm e 2 cm em todas as laterais. 


Após isso, com a cartolina colorida, faça dois quadrados sendo um de 8 cm para o fundo da caixa e outro de 8,5 cm para o fundo da tampa e cole para concluir o acabamento. Em seguida, use a sua criatividade para decorar a caixa do jeito que você quiser. A minha ficou assim: 


Agora vamos para a parte das fotos! Então, com a cartolina branca ou o papel da sua preferência (lembrando que esse papel não deve ser colorido), recorte tiras de 7 cm x 7 cm de largura e altura, como mostra nesse vídeo, mas com as marcações que eu citei aqui. Link: https://www.youtube.com/watch?v=wHNe3eaxQpA 


Esse é o resultado final da nossa caixa de fotos, espero que tenham gostado! Compartilhem com seus amigos e o mais importante: FAÇAM! ♥ Beijinhos! Até o próximo DIY! 

04/01/2019

Nem todos compreenderão as nossas escolhas... E está exatamente tudo bem também.



Eu estive pensando há uns dias atrás como as nossas escolhas em alguns momentos não tão bons assim geram impactos negativos na vida de outrem por simplesmente não compreenderem os motivos das nossas decisões e afastamentos e/ou fechamento de ciclos, mesmo quando deixamos claras todas as nossas razões. A verdade é que ninguém, nem aquele em que num dado momento da tua vida te fez mal e vice-versa (ambos transformaram a relação sadia numa relação tóxica) vai compreender os teus motivos pelo qual você se afastou, desfez a amizade ou o relacionamento em qualquer esfera. Nem todos vão compreender, precisamente a quem construístes a relação de sadia para tóxica, que a tua escolha partiu de um processo de auto-perdão e perdão a quem te feriu e foi ferido por você e sabe de uma coisa? Está tudo bem não ser compreendido às vezes, se a tua escolha te transmite paz, é isso que importa, principalmente quando você se percebe que tentou inúmeras vezes, o outro também tentou, mas mesmo assim não gerou resultado positivo.
Às vezes, por mais que você explique e (re)explique e explique novamente, o outro coloque o seu ponto de vista, você o seu e enfim, toda aquela conversa maçante da famosa ‘’DR’’, o outro ainda sim não vai querer entender os seus motivos e pode até entender, mas ainda sim vai lidar com a situação se vitimizando e não assumindo que simplesmente algo deixou de fluir e que as vezes as escolhas bruscas precisam ser feitas para que a vida siga o seu fluxo com naturalidade, porque em muitos momentos nós nos colocamos na situação de sermos a pedra no caminho/desenvolvimento humano/mental/espiritual de alguém e vice-versa, ou seja, o outro a quem te feriu também pode ser essa pedra que está te impedindo de evoluir e até de reconhecer a sua essência, porque você está gastando tanta energia naquilo que não flui mais que você se perde dentro de você mesmo. E sabe o que é legal nisso, por incrível que pareça? É que quando você se percebe nessa situação, por mais dolorosa que seja, você tem a oportunidade de liberar o seu fluxo natural da vida e o da pessoa a quem te feriu e foi ferida, mesmo essa escolha sendo ‘’olha, eu e você não merecemos isso, então eu optei por ir embora da tua vida para que eu e você vivamos bem’’. Sim, em muitos momentos da nossa vida o afastar-se do outro, o manter-se distante do outro ou o simplesmente desfazer a amizade com o outro é a melhor solução sim e está tudo bem se essa foi a sua escolha. Nem todas as suas escolhas serão positivas, há escolhas negativas sim, mas que nos ensinam muita coisa, logo, precisamos aprender a lidar com a consequência delas, certas escolhas não tem mais volta, isso é fato. Precisamos aprender a lidar com as emoções ruins e com as escolhas aparentemente ruins, porque se pararmos para pensar, até as escolhas ruins são boas porque geram aprendizados e são esses aprendizados que direcionam a sua vida.
Sabe qual é o nosso grande problema que nos impede de evoluir, crescer, aprender? É que a gente perde muito mais tempo pensando no problema em si do que na sua resolução. Terminamos por concentrar a nossa energia em algo que nos deixa mal e não acrescenta nada de útil na nossa vida. Persistirmos em algo que não tem mais fluidez, é denso, pesa na tua alma e na tua consciência e por mais que você e o outro tente tornar a relação leve, as coisas não contribuem para que isso aconteça. Para mim, é um sinal mais do que suficiente do Universo de que aquilo dali chegou ao fim na sua vida e está tudo bem, saca? E isso não significa que você ignorou todas as histórias boas que viveu com aquela pessoa ou foi ingrata, significa que no teu passado essa amizade/relacionamento foi boa, mas no teu presente não é mais, te faz mal e te suga e cara, se tem uma coisa que aprendi nessa minha vida numa experiência que tive com término de amizade, uma lição que vivenciei e aprendi há sete meses para ser mais exata, é que a gente não pode viver no presente uma situação ruim, que não faz bem para as pessoas envolvidas e que não agrega valor na sua vida somente por respeito ao passado, porque no passado vocês viveram ótimas histórias. Como diria minha mãe, ‘’quem vive de passado é museu’’ e se no presente não faz mais sentido, está tudo bem você querer se retirar e colocar um ponto final na história em prol da sua saúde mental. Pode crer, nada vale a tua paz de espírito e a tua saúde mental, outra lição que aprendi em 2018 em detrimento disso.
E para finalizar essa nossa primeira reflexão do ano, não se culpe pelas suas escolhas, principalmente se elas lhe trouxeram/trazem paz. As pessoas interpretam as situações e escolhas alheias a partir da vivência delas, se você tem a consciência de que tudo foi explicado antes de partir (é importante ter essa responsabilidade afetiva de deixar claro o motivo de estar indo embora da vida de alguém) e está em paz, está leve, está se sentindo bem, seja feliz! Se o outro ainda não compreendeu a sua escolha, mesmo você deixando tudo claro, não se sinta culpado, porque não é mais responsabilidade sua o que o outro sente ou acha de você, porque só você sabe do seu íntimo e sabe dos seus motivos pelas escolhas feitas. Nem todos compreenderão as nossas escolhas e está tudo bem, não podemos deixar de viver o que há de melhor nessa vida por causa disso, reitero, principalmente quando você teve a responsabilidade de avisar que está partindo, a dor maior das idas é quando alguém vai embora da sua vida e você nem sabe o porquê, isso sim eu considero muita irresponsabilidade afetiva e ingratidão para com o outro. Enfim, se a sua escolha lhe trouxe paz, sejas feliz! Infelizmente corremos o risco de não agradarmos a todos, não é? E está tudo bem também.  

23/10/2018

Não aceite menos do que aquilo que você está disposto a dar...




Eu estava pensando hoje sobre algumas coisas do meu convívio pessoal com amizades, com meus familiares, meu companheiro e outras pessoas a qual me relaciono direta ou indiretamente, no sentido de não haver constância na convivência e refleti sobre algumas coisas que resolvi compartilhar com vocês, de modo que a gente possa ter essa reflexão e essa conversa interna conosco.
Sabe, em muitos momentos da nossa vida a gente se sujeita a tantas situações que nos fazem mal na tentativa de ajudar o outro e se fazer presente na vida do outro que terminamos esquecendo a pessoa mais importante diante disso tudo: nós mesmos. Muitas vezes nos colocamos em situações vulneráveis e aceitamos as migalhas que as pessoas querem nos oferecer em troca daquilo que doamos sem nem sequer se questionar se essa pessoa a qual você faz tanto por ela faria o mesmo por você.  
Infelizmente há muitas pessoas mesmo sendo teu amigo, teu companheiro ou alguém da tua família que se aproveitam da tua bondade de maneira muito negativa e não retribuem da mesma forma ou do jeito que ela consegue fazer e muitas vezes não é por não saber como e o que fazer, é realmente porque não quer fazer, porque não sente vontade, porque só quer o ‘’vem a nós’’, como diz a minha mãe. E, como ouço por aí, ser bonzinho demais nem sempre é bom, porque as pessoas gostam de se aproveitar da bondade alheia, portanto, equilíbrio e sensatez nesses momentos.
Eu particularmente já vivi algumas situações em relação a isso que hoje eu não me permitiria passar por isso novamente simplesmente porque eu sei que o outro a qual me atingiu não faria e nem fez o que eu fiz por ela. Enquanto que com outras pessoas que pela minha teimosia de não querer fazer algo por ela diante dos atritos e por receio da pessoa não gostar, foi a quem fez algo por mim sem que eu esperasse e sabe, foi algo muito simples, foi algo que de certa forma alegrou um pouco o meu dia.
Então, em muitos momentos da nossa vida a gente deixa de valorizar e dar atenção a quem realmente merece. Deixamos passar por despercebido pessoas que realmente nos fazem bem no nosso dia-a-dia, que mesmo com os seus piores defeitos, aqueles que a gente mais repugna e diz ‘’não consigo conviver com alguém assim’’ fazem algo por nós e muitas vezes nem percebemos que essa é a pessoa a quem magoamos porque estamos querendo fazer tanto pelos outros lá fora que não fazem nada por nós que terminamos por não fazer algo pelas pessoas de dentro da nossa própria casa, do nosso convívio mais íntimo, das pessoas que realmente estão ali torcendo por você e que mesmo que não saibam de um terço da tua história e das tuas batalhas diárias, querem o teu bem.  
Tá Natalia, o que você está querendo dizer com tudo isso? O que eu quero dizer com tudo isso é que a gente precisa parar e pensar sobre a quem de fato está disposto a ser teu amigo e eu falo de ser amigo na vida real porque hoje em dia, com essa acessibilidade tão grande a internet, a coisa mais fácil do mundo é ser amigo por rede social: compartilha e resolve os problemas por rede social e na vida real só se encontram para o divertimento. É muito raro você ver alguém que no seu momento de dor lhe convide para ir para algum lugar para que você converse com ela sobre os seus dias ruins. É muito raro você ver alguém que diz tanto ser seu amigo e que você pode ‘’contar sempre’’ estar com você quando você perde alguém a qual você amava ou quando você está com as suas crises depressivas, de ansiedade ou de auto-depreciação porque simplesmente há pessoas que só querem ver a sua melhor versão e me desculpa, mas isso para mim não é nem de longe ser amigo.
O que eu estou querendo é fazer com que você reflita se realmente vale a pena você fazer tanto pelos outros (outros aqui são amigos, companheiros, familiares...) enquanto que esses outros não fazem nem um terço por você para retribuir aquilo que você faz. E, se realmente vale a pena você aceitar as migalhas que essas pessoas lhe oferecem como sendo aquilo que elas podem lhe dar, quando na verdade, com outras pessoas a qual ela tenha uma consideração maior ou seja lá o que for, ela oferece o melhor dela, melhor esse que você desconhece porque está tão cego que não vê que essa pessoa simplesmente não faz nada por você e só você é quem faz por ela. Que não há um equilíbrio na relação, não há uma reciprocidade (reciprocidade aqui não é fazer exatamente o que o outro fez de volta, mas, retribuir da sua maneira o que fizeram por você). Precisamos nos impor enquanto ser humano e nos valorizarmos.
Para finalizar essa conversa, o que quero tentar deixar claro aqui é que você não precisa se forçar para caber no mundo das pessoas, você não precisa fazer algo na tentativa de chamar a atenção do outro para que permaneças na vida dele, você não precisa ser bom o tempo todo sem que também não sejam com você (a menos que você realmente queira isso para a sua vida) e por fim, aqui não falo de criar expectativas sobre as pessoas ou esperar algo em troca daquilo que você faz de bom, o que quero falar aqui é sobre bom senso, porque se alguém lhe considera realmente importante na vida dela, é claro que ela irá retribuir o que de bom você faz e eu falo disso é na simplicidade das coisas, não é sobre algo extraordinário/grandioso, é sobre coisas singelas, é sobre, por exemplo, você estar disposto a ver aquela pessoa para que ela lhe conte dos problemas dela e ela consiga fazer o mesmo por você, quando você precisar, porque isso é o mínimo.
Enfim, não é sobre esperar algo em troca do outro, é sobre reciprocidade em sua essência, é sobre ser recíproco por vontade, não de maneira forçada. É sobre o outro gostar de quem tu és e fazer questão de te ter por perto por quem tu és, independente se tens algo de bom para oferecer ao outro ou não, porque só a tua amizade já é algo bom na vida de alguém. Você não merece as migalhas de afeto de ninguém. Você é bem mais do que isso. Se valorize, se ame, se cuide e também faça tudo isso para quem também está disposto a fazer tudo isso por você. Você é um ser humano lindo e só merece pessoas do bem, que te amem pela tua essência ao teu lado. É isto.



27/07/2018

Destinário: Ao meu amor...


   


   Ontem poderia ter sido mais um dia dos avós para que pudéssemos comemorar esse dia, que, mesmo sendo meramente comercial, eu achava importante, pois mais do que nunca era a oportunidade que eu tinha de te dar mimos e de acordar extremamente cedo para te levar um café da manhã feito por mim, com cartinhas e vários dizeres de afeto, mesmo tendo que te esperar por umas horinhas até que você voltasse da sua caminhada diária...
   Eu sinto falta do teu abraço quentinho e da forma como falavas comigo. Eu sinto falta das nossas conversas, de ouvir as tuas histórias e do exemplo tão maravilhoso de ser humano que fostes e és para mim. Claro, eu não poderia esquecer do teu arroz com feijão de todos os dias ou do ‘’fia, só tem jerimum, farinha e galinha’’, como se eu fizesse questão pela comida, sendo que o que eu mais queria era aproveitar cada milésimo da tua presença.
   Eu sou eternamente grata por ter sido a tua neta, por Deus ter sido tão maravilhoso em ter te colocado no mundo para fazer parte da minha família, por ter te escolhido para ser a minha avó, com certeza teria que ser você, era para ser você e tinha que ser você, porque outra pessoa não teria me feito tão feliz como a senhora me fez.
   A senhora não sabe, mas, muitas vezes você me livrou de fazer más escolhas na minha vida, de simplesmente ter me impedido de ir embora primeiro do que você somente por causa do teu abraço, somente por causa da tua companhia, por causa do simples fato de sentar na cadeira de balanço ao teu lado e ouvir as tuas histórias engraçadas ou em te ver dançar e também me ensinar a dançar. E olha, eu sei dançar está bem? Não quanto à senhora, mas um dia eu chego lá.
   Eu só queria que você soubesse que tenho me esforçado para viver dias felizes, para suportar a saudade e o vazio da tua presença. Eu tenho tentado me olhar com mais carinho, tenho tentado cuidar mais de mim porque eu sei que a senhora não ficaria feliz em me ver no fundo do poço ou de simplesmente ir embora num momento que não é para ser, mas eu tenho levado a palavra/ação tentar com mais afinco para a minha vida. No fundo, o que eu queria realmente era te ver comigo concluindo uma conquista que foi nossa, mas eu sei que estarás comigo me dando a força necessária, como tens feito desde a tua partida para o plano espiritual.
   Eu sei que nunca fui de falar eu te amo e nem você a mim, mas eu tenho plena convicção do nosso amor porque o que importa mesmo são as ações e, em cada abraço, cada comida preparada, era uma demonstração de afeto. E eu sou eternamente grata por tudo isso.
   Eu só quero te agradecer pela mulher incrível que você é, pelo ser humano lindo, simples e humilde que és. A tua simplicidade é algo que sempre me cativou e se tem uma coisa que amo nessa vida é a simplicidade dos pequenos detalhes da vida e das pessoas. O sentimento é uma mistura afável de saudade por tudo o que vivemos e a vontade de reviver isso e também de gratidão por tudo o que fostes e és na minha vida.

Se eu nunca te disse isso antes, eu te digo agora: EU AMO VOCÊ...

25/07/2018

Sejamos vida em vida!

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Em meio ao caos, é necessário silenciar a mente para que o nosso espírito seja ouvido. 
A rotina incessante dos nossos dias fazem de nós meros robôs, nós nos passamos despercebidos. 
Damos conta de tudo.
Do mundo, pessoas, inúmeras responsabilidades, compromissos que jamais podem ser adiados. 
Somos atingidos constantemente por uma sociedade doente, fétida e sombria, mas que bom que na vida há vida.
Há vida nas ondas do mar, no cheiro do café quentinho, no beijo demorado, no abraço apertado e nos detalhes simples que a vida nos convida a viver. 

Sejamos vida em vida! 

05/03/2018

Exposta



  

    Naquele dia estávamos a sós naquele quarto vazio com cheiro de cigarro, tão sem vida que decidimos pôr e expor a nossa vida ali. Corpos nus expostos, sintonia que afagava até a alma, trocas de energia, de saliva, de suor, de entrega, de líquidos que os nossos corpos expeliam de prazer. Foi tudo tão gostoso que nem percebemos a hora passar.
    Corpos despidos, a libido aflorada e a vontade imensa de ser penetrada com vontade, com tesão, coisa de doido. A cada toque o meu corpo pedia mais, a cada beijo o meu corpo queria mais, era inexplicável a sensação de excitação. O gosto bom do beijo, o cheiro natural do corpo, a troca de bons fluidos, a reciprocidade do momento, tudo tão intrínseco e tão conectado a nós.
    Percorria com as mãos, boca e língua todo o meu corpo enquanto deixava escapar alguns sussurros no meu ouvido, aquilo me enlouquecia. Cada gemido meu deixava-o louco e eu percebia tudo isso pela pressão do toque, do beijo, da forma como me agarrava e me olhava, com aquele olhar de quem estava com uma vontade imensa de me devorar.
    Tudo acontecia tão naturalmente, sem preparos, sem performances, apenas cedíamos as nossas vontades e verdades nada absolutas. Naquele momento, nos entregávamos ao clímax, saciados pelo intenso prazer, aonde vimos os nossos corpos numa imensa sensação de relaxamento; os problemas foram deixados lá fora e os pouquíssimos segundos de orgasmos foram suficientes para nos fazer sorrir como duas crianças bobas que acabara de ganhar um presente super especial: o direito de gozar em paz.

30/01/2018

Família: Sinônimo de amor (?)


    Antes de compartilhar com vocês a reflexão que tive acerca desse assunto, deixo claro que o que escreverei aqui foi a partir de experiências no meu meio familiar, mas que não tenho maturidade alguma para falar a fundo sobre, porque nunca tive a experiência de ser mãe, de ter uma família, mas senti a necessidade de compartilhar com vocês essa reflexão.
    O laço afetivo entre pais e filhos deveria ser muito mais do que aquela ligação sanguínea que acontece dentro da barriga da mãe, a ligação afetiva nesse sentindo, seria muito mais importante. Muitas vezes ou na maioria das vezes senão sempre, os nossos pais nos criam para que reproduzamos a criação que eles nos deram, só que na maioria das vezes senão sempre novamente, isso não acontece e os nossos pais se frustram. É compreensível esse tipo comportamento por vários motivos e três deles seriam a criação que eles tiveram, a geração a qual eles estavam inseridos e os valores morais deles e tudo isso gera uma série de conflitos familiares porque os pais se encontram numa geração mais modernizada e os filhos são criados dentro dela na perspectiva da geração anterior, dos costumes anteriores.
    Diante desses conflitos de gerações entre pais e filhos e de personalidades distintas, há uma coisa que precisa ser dita: Pais, os seus filhos não são e não serão os seus clones. Os seus filhos não irão viver em prol de vocês porque eles são livres, eles irão viver a vida deles, irão construir a vida deles e irão aprender e amadurecer a partir das experiências de vida deles. Eles são livres para escolherem viver da forma que querem, vocês não podem viver por eles e nem tão pouco resolverem os problemas deles, vocês fizeram a sua parte, agora é com eles. Pais, vocês dão o subsídio do caminho para que eles vivam, mas eles não precisam necessariamente seguir todos os conselhos que vocês deram, porque cada um tem a sua personalidade e quando eles amadurecem, podem e não podem ter a mesma visão de vida que vocês. E entendam, ‘’o que é certo para mim pode não ser certo para você’’ também se aplica na relação entre pais e filhos. Uma vez eu estava no centro espírita, numa reunião de terapia desobsessiva e uma mãe aparentava-se frustrada porque criou o seu filho em determinado caminho, mas ele escolheu viver de outra forma. O palestrante e regente da reunião por sua vez, deu-lhe um conselho magnífico: Você fez a sua parte. Ele irá sofrer as conseqüências das escolhas que fez e irá fazer, sendo boas ou ruins. Penso eu que esse conselho deve ter doído nela, mas que é a verdade e ela precisa ser dita, às vezes é duro ouvi-la, mas é necessário.
    Muitas vezes confundimos o amor entre pais e filhos com o fato dos pais darem as condições mínimas para eles viverem com decência: estudar numa boa escola, se alimentar, ter o que vestir ou ter dinheiro para se divertir, etc. Mas, se esquecem de que isso não tem muita importância se faltam algumas coisas, como: afeto, atenção, cuidado, amor em resumo. O que vemos são os pais chegando cansados de seus afazeres diários e não beijam os seus filhos, não brincam com os seus filhos e nem lhes perguntam como foi o seu dia na escola, o que aprendeu de novo e quando o filho ousa em contar, os pais simplesmente dizem ‘’agora não filho/a, eu estou cansado’’. Daí deixa de perceber quando o filho cresce, desenvolve problemas psíquicos pela ausência de afeto dos pais e quando pensam em remediar o problema já é tarde. Daí observamos adolescentes frustrados, inseguros e com transtornos psíquicos pela ausência de afeto dos pais que poderia ter sido evitado com um simples gesto de carinho, com uma simples pergunta, ‘’como foi o seu dia?’’, com dez minutos do seu dia para brincar com seus filhos.
    É por isso que diante disso tudo eu digo: É muito fácil colocar uma criança no mundo, acho que é a melhor parte diria. Mas, assumir a vida de uma criança, cuidar e principalmente educar é uma tarefa árdua, pois estaremos lidando com outra vida que irá crescer, irá viver experiências novas ou parecidas com as que já vivemos, irá formar a sua personalidade, seus gostos e tantas outras coisas, sem contar que lidaremos com a vida dela e a nossa vida, as nossas dificuldades, os nossos momentos que nem nós nos suportamos. Por isso que a escolha de ser pai e mãe deve ser pensada e repensada mil vezes, porque afinal ser pai ou mãe é uma grande missão para a vida espiritual principalmente, porque quando somos colocados dentro de um lar, é ali que aprenderemos o que precisa ser aprendido para o nosso espírito, afinal a vida aqui é só uma passagem. 
    Aos pais, amem os seus filhos, cuidem, perguntem como eles estão, o que aprenderam na escola, como foi o dia deles, acolham-nos, porque da mesma forma que vocês gostariam de se sentirem amados ao chegarem em suas casas e a sua esposa ou esposo perguntar, ‘’como foi seu dia?’’, o seu filho também quer se sentir amado e acolhido. Não é porque seus filhos vivem enfurnados no quarto estudando, jogando ou passam o dia inteiro na rua porque precisam trabalhar e estudar que eles são invisíveis. É preciso haver uma mudança de hábito e são os pais que precisam rever isso, afinal, a criação foi dada por eles e pasmem, não tem idade para a mudança de hábito. Seu filho pode ter 30 anos de idade, se você chegar e perguntar a ele se ele está bem, com certeza será plantada uma sementinha para que ele também possa fazer a mesma coisa. Eu falo isso pautado na minha realidade, porque se os meus pais, precisamente o meu pai, me desse espaço para que ele pudesse me conhecer melhor e me deixar ser uma filha mais amorosa, certamente a relação seria diferente. Claro, o filho também pode tentar, às vezes os pais também esperam por isso, mas é preciso principalmente deixar o ego de lado porque a vida aqui é passageira e muito curta para perder tempo não distribuindo amor a quem se ama.